"Estou sendo processado por inúmeros jornalistas. Eles se sentem caluniados porque revelo para quem eles trabalham. Só jornalistas maricas processam outros jornalistas. Um jornalista que se preze responde a um artigo com outro artigo."
— Diogo Mainardi
AVISO aos meus 7 leitores: uma infindável burocracia estatal contaminou a internet na minha casa, por isso o blog esteve parado; forças maiores (ou pelo menos com vontades maiores de lucrarem com processos) me forçaram a voltar a escrever; peço minhas escusas por não ter ainda cuidado do layout (que peguei pronto), com a promessa de que no fim da semana que vem o farei. Pra variar, estou culpando o comunismo. Pra variar, é verdade.
post editado, erros corrigidos. eu acho.
Para quem era feliz em sua ignorância, este blog está sendo investigado pela Polícia Civil graças á denúncia cidadã de um fake denominado Gael González, criado unica e exclusivamente para reclamar de minhas opiniões a respeito de Túlio Vianna.
Como não quero ser preso, violentado e torturado por outros presos, venho a público fazer meu pedido de desculpas a essas duas (duas?) almas tão cidadãs. Para quem passou os últimos meses em Urano, um pequeno histórico irá explicar o busílis.
No dia 25 de julho, os blogueiros Gravataí Merengue, Morróida e Izzy Nobre resolveram organizar o #lingerieday no Twitter, uma idéia que tinha tudo para dar errado. Reclamaram tanto que até quem não estava fazendo a menor idéia de que isso existia apareceu e até participou sem saber quem organizava. A chefia do berreiro ficou a cargo do professor de Direito da PUC-MG (e agora da UFMG) Túlio Vianna, que chegou a afirmar que as moças que exibiram sua lingerie no Twitter estavam sendo tratadas como um "bife".
Apesar de concordar com a Fran Lebowitz (quando diz que seu animal preferido é o bife), achei estranho que este professor considerasse o evento como uma, digamos, bifeficação. Ainda mais sendo ele o autor do açougueiríssimo texto E se Liana se chamasse Maria e Felipe se chamasse João, em que defende que o seqüestrador, estuprador, torturador e retalhador Champinha não teria cometido nenhum crime, pois estava buscando o que o Estado lhe negou. Escrevi um post no blog de meu amigo (por sinal, bacharelando em Direito pela USP) Gabriel Moura sobre o assunto. Entre outros adjetivos impublicáveis, tratei o prof. Túlio Vianna por "merdinha", o que, como se sabe, fere gravemente a honra e a reputabilidade de uma pessoa adulta e cheia de méritos como um doutor em Direito.
Escrevi este texto para alertar pessoas que discutiam "objetificação" sem saber que lidavam com um defensor de uma objetificação que impossivelmente seria mais mórbida, mas cuja arrogância e ignorância não lhe impediam de ainda querer dar uma aula sobre o que é um bife (e talvez como retalhá-lo). É forçoso notar que toda a sua argumentação (repita-se: TODA) consistiu tão-somente em acusar Gravataí de ser um doente mental e onanista (argumentum ad hominem, art. 140 CP), que precisava procurar um psicoterapeuta, e repetir ad nauseam que Gravz, enquanto macho, era um sujeito, enquanto as moças (e rapazes) que exibiram sua lingerie (ou partes sobejantemente hirsutas) seriam objetos (ideiazinha de moleque que se acha filósofo, refutável entremeada a bocejos por qualquer bostinha conhecedor de 1% da filosofia do sec. XX). NADA mais foi dito, e desafio Vianna ou Gael a exibir alguma sabedoria mais profunda e menos goebbelsiana.
Faço notar que até refutaria letra a letra cada palavra que Túlio Vianna proferisse sobre criminologia, objetificação, Foucault, lingeries ou bifes ao molho pardo, caso ele escrevesse algo mais profundo que merecesse tal vivissecção, ao invés de simplesmente papagaiar se achando professor, quando não tem mérito sequer pra ser um aluninho reprovado.
Embora Vianna tenha gastado o dia inteiro discutindo no Twitter, achou por bem dizer que não iria perder tempo respondendo a um "reacionário raivoso" como eu, pois se o fizesse com cada um, não faria outra coisa na vida ("Deixa a cachorrada latir", segundo ele — crime tipificado no art. 140 CP: pelo princípio animus retorquendi, exclui qualquer possível pena a mim, além de minha injúria ter sido provocada diretamente pelo ofendido). Preferiu gastar suas preciosas e esparsas horas com coisas que exijam menos neurônios, como reclamar no Twitter de compararem seu campeonato de Miss Direito Penal ao #lingerieday.
Uma semana após, Vianna apareceria na MTV queixando-se de humoristas que fazem... piadas. Afirmava que o humor deve ser patrulhado e (não usou essas palavras) censurado (quiçá por advogados como ele ou o fake Gael, que podem definir o que pode e o que não pode para bestas como nós). Escrevi o texto (vide dois posts abaixo) sobre Túlio Vianna querer nos ver felizes. Novamente, o doutor preferiu não discutir, e eu fui acusado de não saber argumentar, só repetir uma única frase o tempo todo (em contraste a Vianna e Gael, gênios da lógica, da retórica, da poesia e da dialética, a ponto de botarem psicopatas nas ruas), embora eu não consiga encontrar a tal frase no texto sem a hermenêutica jurídica de Gael..
Entrementes o fake foi criado no orkut e no Blogger. Depois de insistir com minha bolsa escrotal que eu era irrelevante (como paradoxalmente sua existência e seus queixumes à Polícia Civil o comprovam), resolveu se aproveitar de um post novo neste blog (vide abaixo), em que reproduzo um texto alvo de ameaça de processo a respeito de um tal "Boteco São Bento" e sua má recepção, para me denunciar para a Polícia Civil (vide os comentários e as ameaças).
Recapitulando os personagens:
Dramatis Personæ
Flavio Morgenstern, perigosíssimo delinqüente anti-social
Gravataí Merengue, Morróida e Izzy Nobre, porcos chauvinistas
Gael González, fake advogado do Diabo
Champinha, retalhador a procura de emprego numa creche pública
Boteco São Bento, pior bar do sistema solar
Sr. Prof. Dr. Túlio Vianna, o merdinha
Antes que o próprio "ofendido", o Sr. Prof. Dr. Túlio Vianna, venha me processar, apontando um dedo em meu nariz com o dorso da outra mão à cintura e pézinho a fustigar violentamente o assoalho, bradando: "Está pensando que sou pouca merda?!", não me resta mais nada além de fazer um pedido de desculpas ao Sr. Prof. Dr. Túlio Vianna. Para começar, dou para trás no apelido de "merdinha" que lhe dei (de fato, que seus alunos e amigos lhe deram, ao tanto reclamarem): um professor de Direito, que infecta e contamina a mente de alunos nada afeitos à crítica e à leitura de autores divergentes, não pode ser um merdinha — é sim um bandidaço genocida de neurônios da mais alta periculosidade. Se sua família algum dia for assassinada e retalhada, caro leitor, pode se perguntar se Túlio Vianna não tem envolvimento direto com o caso.
Sua menção, doravante, não será mais por termos como merdinha, adevogadozinho medíocre de quinta categoria, defensor de estuprador, apologista da pirataria (Artigo 184 CP), besta-quadrada ou outros termos caluniosos. Muito menos por bactéria macrobiótica, saco de peido, montanha purulenta, balde de porra, triste destino fétido da decadência ocidental, comedor de cu de gato ou abolicionista penal, que tanto passa pela cabeça de meus leitores. No lugar, esta carrada adjetivista estará circunscrita na expressão "Sua Excelência" (por óbvio que esta troca é uma operação de mão-dupla, mas meus leitores que a escrevam e sejam presos por própria conta em risco).
(Já estou até me imaginando num presídio de segurança máxima: "Estou aqui porque matei um cara", "Eu trafiquei fuzis", "Eu estuprei e degolei uma menina", "E eu, falei mal de um advogado contrário ao #lingerieday".)
Não é a primeira vez que um advogado perde as estribeiras numa discussão pela internet e, para fingir que ganhou a discussão, invoca o poder de processo. Já tentaram me calar antes, como mostra essa imagem (cliquem para ampliar):
O que fazer com advogados que ao serem humilhados e terem sua pequenez intelectual exposta em público, acham que podem botar medo em alguém dizendo que sabem processar? No presente caso, examinarei mais demoradamente as acusações de Gael.
Gael diz que eu "faço pouco caso das autoridades", sendo que o que mais quero é que elas sejam mais respeitadas, ao contrário de Túlio Vianna e dele próprio. E reclamo da advogada do Boteco São Bento, por fazer esse papelão. Ela, ao contrário, deve estar me agradecendo, por saber que foi acionada por picuinhas, e que por isso não irá cobrar um michê fixo, o que significa, portanto, que estará mais rica às minhas custas, sem me repassar um único prostituto.
Confudir "autoridades" (como policiais que arriscam sua vida para prender bandidos) com advogadozinhos buscando fazer fama e fortuna às espensas ou de uma resenha negativa (como a do Boteco São Bento), ou, quem sabe, com seqüestro-estupro-assassinato frio (como Sua Excelência), me parece algo passível de menos encômios do que um crime. Ou seja: não faço pouco caso das autoridades, e sim de advogados imbecis que a atravancam, em troca de auferir um lucrinho para seu próprio bolso (o órgão mais pensante desses seres) e vociferar que estão cumprindo seu dever de cidadãos.
Confundir autoridades civis consigo próprio também tipifica crime de falsidade ideológica, previsto no art. 299 CP, e o anonimato não o livra, penalmente, do crime de denunciação caluniosa, embora exigir o completo entendimento disso de alguém que quer me denunciar para a Polícia Civil por eu comprovar que um merdinha é um merdinha, ao mesmo tempo em que faz troça em meu próprio blog dos crimes que sabe cometer e me chama de "verme covarde que se esconde atrás de um computador" me soa uma legítima reductio ad absurdum. Sem falar em me "denunciar" por injúria cometendo outras: alguns advogados estão ocupados demais tentando colocar estupradores nas ruas para entender de Processo Penal por injúria...
Ainda diz que chamei de "propaganda gratuita" os direitos civis das outras pessoas. Pelo contrário: chamei de propaganda gratuita me "denunciar" para a Polícia Civil, como se delegacias não tivessem mais o que fazer, pelo direito de alguém ser um merdinha. Mas e que tal falar dos "direitos civis" de Liana e de Felipe? Nenhum advogado apologista de assassino (melhor repetir, ASSASSINO) está disposto?
Não invoquei o "suposto manto da 'liberdade de expressão'" para "cometer crimes". Posso processar o Gael por difamação: mas, por ora, isso vai contra o que exponho sobre o atravancamento da Justiça por advogados remelentos que confundem Justiça com estupro e degolamento, e autoridades consigo próprios.
Gael me difama (mimimi!) dizendo que serei "mulherzinha de presidiário, como sempre sonhei". Se isso não é incitação ao crime (art. 286, CP), é o quê? E deixo com Túlio Vianna a apologia do criminoso (art. 287, CP). Lembrando: ambos de ação penal pública incondicionada...
Não para por aí: eu "perpetro vários crimes e ilícitos civis". Por exemplo... discordar e tratar por termos pouco adequados um professor. Que merda eu penso que sou pra discordar?!
"Há também sérias violações a direitos civis e garantias constitucionais de particulares, tanto pessoas jurídicas quanto pessoas físicas" — o leitor mais "morgenzete" permitir-me-á dar para trás novamente: não violei o direito civil nem a garantia constitucional de nenhuma empresa vender chopp mais quente e azedo que xoxota na época dos vikings, nem mesmo em ter garçons enrabados cicladianamente por tulipas para serem tão chatos com os petiscos sem graça em acompanhamento. Só adverti meus 7 leitores de que se eles querem meter a boca em coisas mais quentes e azedas que as ditas xoxotas, podem procurá-las em outros estabelecimentos mais gabaritados.
Faço também notar que não neguei o direito de resposta de Sua Excelência. Mas, para isso, talvez Sua Excelência tenha de se desencastelar de sua morada acadêmica, enfrentar um zé-arruela leitor de Veja, rebaixar-se a explicar pormenorizadamente as irrefutáveis provas de que Champinha não cometeu nenhum crime ao seqüestrar, estuprar, torturar, destruir aos poucos o corpo de Liana, terminando por degolá-la e se aproveitar de seu cadáver — explicar a falta de crime para um imbecil como eu, que não consegue nem perceber essa coisa óbvia, que qualquer protozoário ou aluno de Túlio Vianna é capaz de entender, muito menos como isso pode ser uma revolta legítima contra o Estado, ou ainda qual morte pode ter pior que a de Liana.
Contudo talvez algum "morgenzete" acredite que, se Sua Excelência colocar em seu blog uma réplica a um texto meu, que destrincha as falhas não só de pensamento, mas de moral desse arauto do politicamente correto, Sua Excelência não poderá mais se refugiar na seclusão de um mundinho acadêmico em que seus aluninhos recém-saídos do cursinho lhe amam sem conhecer suas falhas, e o consideram um Deus da esquerda sem nunca ter lido ninguém de direita — ou mesmo alguém de esquerda com um pensamento menos chulé, o que não parece ser tão difícil de se encontrar.
Quem sabe aí Sua Excelência teria de refutar meus argumentos, e se expor ao ridículo não só ao meu público, que já o considera ridículo, mas até ao seu próprio, ao se mostrar um açougueiro procurando público pro domo sua, às custas de um assassino com quem teria medo de cruzar numa rua às 5 da tarde, mas sobretudo de uma menina retalhada por este monstro, cujo cadáver ele teria nojinho de ver no necrotério, mas que, segundo Sua Excelência, foi tão somente um obstáculo para Champinha conseguir seus direitos estatais.
De toda forma, cabe aí o convite: o Excelentíssimo Sr. Prof. Dr. Túlio Vianna é livre para replicar, ponto a ponto, frase a frase, os meus argumentos, e aí teremos um debate de gente grande. Isso, é claro, se não preferir se esconder atrás de fakes e achar que me assusta me chamando de "criminoso", como se ele não fosse um criminoso dos grandes.
Sendo a discussão jurídica, cabe perguntar: o que é mais interessante para o bem público — prender Flavio Morgenstern, o perigosíssimo delinqüente que pratica a esmo "sérias violações a direitos civis e garantias constitucionais" do casal Túlio Vianna-Champinha (quase uma dupla sertaneja, ou quiçá de gore metal) para que ele seja "mulherzinha de presidiário, como sempre sonhou", e a sociedade possa dormir tranqüila sem pensar que mais um monstruoso pregador da pena de morte e do Direito Penal do Inimigo esteja lendo Ortega y Gasset entre eles, ou se preocupar com ONGs com verbas governamentais (?!) que querem Champinha livre, e com um Túlio Vianna dizendo que destruir a vagina de uma adolescente de 16 anos durante um seqüestro terminado em esfaqueamento e degolamento ("Matei porque quis", segundo Champinha) não constitui crime e Champinha é apenas um "suposto algoz"?
Acredito que logo logo estarei sendo processado por "assassinato intelectual". Se algum delegado até agora estava caindo na minha ladainha, sinto lhe informar: não tenho nenhuma contra-prova que desminta a acusação.
Assim sendo, não sei se chega a surpreender que Gael defendendo Sua Excelência chegue a descer ao averno ideológico capitalista de defender uma empresa privada (no caso, o Boteco São Bento). Claro é que Gael, em sua ânsia desenfreada para defender seu ídolo, agora queira atacar Flavio Morgenstern per fas et per nefas.
Gael ri de eu não ter dinheiro, enquanto Túlio e o dono do boteco têm. Furtar-me-ei a honrar tal acinte com uma réplica.
De toda forma, Sua Excelência é um abolicionista ferrenho, aquilatando que ninguém deve ir para a prisão, nem mesmo retalhando alguém. Como não tenho dinheiro para pagar uma advogada, e nem garbo e elegância para conquistar uma estagiária gostosinha, acabo de enviar um e-mail para prof@tuliovianna.org perguntando se Sua Excelência não pode ser meu advogado de defesa neste arrastado e importantíssimo caso.
Mas in finis, tenho novidades vindas da USP sobre Túlio Vianna, coincidentemente do mesmo dia em que Gael veio me botar nos eixos. Aguardem.